Copa do mundo

Ah…esse ano é de Copa?!

 Publicações da RGCE
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Rodrigo Gimenez - Sócio Líder

Ah…esse ano é de Copa?!

 

Nos meses de novembro e dezembro de 2022, teremos uma edição, podemos dizer inédita, da Copa do Mundo. Isso porque, comumente, o evento esportivo costuma ser realizado nos meses de junho e julho.

Já foi mais do que divulgado o motivo dessa mudança de data e da escolha do Catar como sede do grande evento futebolístico. Eu, amante do futebol que sou, já li muitos artigos e reportagens sobre o tema. Não é exatamente sobre isso que quero falar aqui, porém esse cenário influencia significativamente no tema que quero abordar.

Já falamos, em um outro artigo, sobre como fazer negócios em situações adversas ou nos chamados eventos inesperados e, agora, quero abordar sobre como fazer negócios utilizando os eventos esperados.

Ou seja, como aproveitar os eventos como Copa do Mundo, para pensar em oportunidades, encontrar brechas, buscar aprendizados…ganhar dinheiro.

A principal vantagem que esse tipo de evento traz é o fato de serem eventos com data marcada. Para os negócios, essa previsibilidade pode ser um ponto positivo. No calendário anual existem diversos eventos previstos e cada tipo de empresário pensa, ou não, neles de forma estratégica.

Mas será que, de fato, as empresas estão usando essa previsibilidade da melhor forma? Será que somente o varejo vê oportunidades e prevê ações relacionadas?

A verdade é que, de fato, alguns eventos não trazem impacto e nem vantagens para todos os tipos de negócios, porém um evento com a magnitude da Copa e, no Brasil, um país com uma população apaixonada por futebol, todos, de alguma forma, são impactados.

As ações das empresas podem se restringir apenas ao ambiente interno, isto é, oferecendo folgas ou possibilitando um lugar propício para assistir aos jogos e com isso colaborar com o clima organizacional, por exemplo. Por outro lado, essas ações podem também focar no ambiente externo, criando ações promocionais ou produtos específicos relacionados ao evento, trazendo com isso, um novo público consumidor, maior engajamento do público atual com a marca, entre várias outras oportunidades.

Mas como ter essas ideias? Quando colocá-las em ação? A Copa já começou, será que ainda dá tempo?

Para responder essa e outras várias dúvidas que certamente surgiram, vou chegar ao ponto que quero neste artigo.

Planejamento e Gestão. Itens essenciais em um negócio e que são a chave para que ações como essas possam acontecer no tempo certo e obtendo os melhores resultados. Como mencionei anteriormente, a previsibilidade pode ser (e muitas vezes é…) um fator de vantagem e uma Gestão atenta consegue utilizá-la com sabedoria.

Quando deve ser feito isso? Depende do tipo de negócio e do tipo de evento. Mas, por exemplo, uma Copa do Mundo acontece, pelo menos por enquanto, a cada 4 anos sabidamente e, assim que ela acaba, a próxima já é colocada no planejamento. Eleições, Carnaval e outros tantos eventos são sabidos…e sua periodicidade idem. Será que a sua empresa está atenta a eles?

Um exemplo claro vem das empresas de chocolate (quando uma Páscoa acaba a programação da outra se inicia). É preciso entender qual o período que faz sentido para o seu negócio. Você, empresário, conhece o seu? Já planejou o próximo?

Enfim, a Copa já começou e eu (empresa) ainda quero surfar na onda. Consigo? Depende. Alguns nichos conseguem realizar ações rápidas e com um custo que compensa, outros não. Aliás, você empresário, sabe o custo (“que compensa”) dessas ações? Ou gastaria sem saber?

Um bom exemplo que posso dar de uma empresa que se planejou, porém, devido a fatores não controlados por ela, teve que recalcular a rota, é a Budweiser (patrocinadora do evento, inclusive). Bastante divulgado nas redes sociais, a “Bud”, que já tinha um grande volume de cerveja destinado aos jogos da copa nos estádios, após a proibição, decidiu doar o carregamento de bebida para o país campeão. Isso causou um grande burburinho nas redes, claramente uma perda financeira para a empresa (esse foi o lado negativo) mas, no mínimo, causou uma boa lembrança de marca na cabeça das pessoas. Lembrando que, como sempre digo, até para recalcular rota é preciso ter uma rota e só empresas com uma boa e ágil equipe de gestão consegue ter boas sacadas como essa em tempo recorde, tentando recuperar parte do prejuízo.

Outro exemplo são as empresas de apostas, que viraram febre no Brasil e no mundo, um tipo de negócio que vive do esporte e com isso aproveita o evento Copa do Mundo para faturar ainda mais e trazer novos clientes. O marketing dessas empresas cresceu muito no período pré-Copa, com esse objetivo de atingir novos públicos. Certamente, durante o evento, essas iniciativas vão se manter e talvez se popularizar ainda mais, a depender de um ponto importante, a falta de regulamentação.

Será que assim como o Governo do Catar proibiu cervejas nos estádios “aos 45 minutos do 2º tempo”, o Governo Brasileiro, que deixou de arrecadar mais de R$ 3 bilhões em impostos (estimativa feita apenas durante a Copa do Mundo, segundo a Veja), tentará banir essas empresas do nosso país e perder a chance de arrecadar uma quantia considerável em impostos? (Obs.: Atualmente, a atividade acaba mantendo os operadores de apostas estabelecidos em jurisdições estrangeiras e sem oportunidade de se licenciarem no Brasil). Será que esses sites de apostas já possuem um “Plano B”? Ou será que é no Governo Brasileiro que Planejamento e Gestão estão em falta (ou sempre esteve, indiferente do “gestor”)?

Em resumo, se a sua empresa (ou governo) não está ganhando nada com esses eventos esperados, ou se “os Planos Bs” não foram ainda pensados dentro da sua estratégia, melhor começar a discuti-los. Costumo dizer que o óbvio só é óbvio para olhos preparados, portanto não deixe para depois, pois deixar para depois significa deixar “dinheiro na mesa” e não ficar atento ao óbvio pode custar muito caro, a ponto de doar um estoque razoável de cervejas, perder muita grana com apostas ou com impostos.

 

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