A maquina substituindo o humano

A máquina substituindo o humano em tarefas repetitivas, até em dirigir…o que esperar?

 Publicações da RGCE
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Rodrigo Gimenez - Sócio Líder

A máquina substituindo o humano em tarefas repetitivas, até em dirigir…o que esperar?

 

Acho que desde que sou muito pequeno vejo desenhos onde máquinas substituíam os homens em muitas tarefas. Alguns diziam que, nos anos 2000 muitas dessas tecnologias já estariam disponíveis.

Estamos finalizando 2021 e muita tecnologia inovadora de fato está presente no nosso dia a dia, porém em muitos aspectos algumas coisas ainda estão muito distantes. Os testes com carros que dirigem sem motorista já estão avançados, mas os que voam ainda são novidades.

No entanto, quero falar sobre o que já vem acontecendo e o que as previsões colocam como sendo passos muito próximos, em se tratando do assunto até onde as máquinas podem e vão substituir os seres humanos nos postos de trabalho.

Um relatório do Fórum Econômico Mundial coloca que até 2025 pelo menos metade das tarefas do trabalho serão realizadas por máquinas. Será?! Ele mostra também o que chamam de “revolução robótica”, que vai criar 97 milhões de empregos, porém extinguirá outros.

De fato, as máquinas possuem vantagem com relação aos seres humanos em tarefas repetitivas com precisão, análise de volume de dados, correlação de variáveis, entre outras. Mas é inegável que existam características intrinsicamente humanas que as máquinas nunca terão. Ainda bem…

Nos dias de hoje já temos algumas realidades onde máquinas estão substituindo caixas de supermercado, guichês de atendimento em diversos locais como shoppings, estações de trens/metrôs, hospitais, aeroportos.

Algumas análises sugerem que o maior risco de substituição é mesmo dessas ocupações de rotinas físicas e cognitivas, que as inteligências artificiais treinadas para tal podem substituir. O risco é de substituição de 30% dos trabalhadores de serviços e 40% de operadores de máquinas.

É uma realidade que preocupa os profissionais que atuam nesses serviços e, também, os especialistas. Nos metrôs da cidade de São Paulo, por exemplo, onde as máquinas vão ocupar em breve o lugar de todas as bilheterias, os funcionários públicos foram remanejados, porém os terceirizados foram desligados.

Diante desse cenário, é preciso que os profissionais de hoje procurem desenvolver habilidades técnicas dentro de suas profissões relacionadas à inteligência artificial para atuarem conjuntamente quando necessário. E para aqueles que essa não é uma opção, resta se especializar numa outra área, buscar uma nova colocação, enfim se reinventarem.

Podemos dizer que a reinvenção será essencial para se manter empregado nesse novo cenário.

Corroborando com o que estamos falando, cito a pesquisa realizada pelo antropólogo Benjamin Shestakofsky que tinha como objetivo provar que as máquinas substituiriam o ser humano. A pesquisa foi feita numa empresa de tecnologias digitais e comprovou que de fato houve substituições, porém que o número de novas contratações acabou sendo maior.

Mas é importante ressaltar que essas contratações eram em novas funções e novos postos de trabalho. Funções onde o ser humano complementava e interagia com a máquina, avaliando e/ou executando funções que ela não realiza.

Com isso certamente podemos dizer que os profissionais do futuro precisam entender quais caminhos seguir dentro de um mundo em constante mudança, ocorrendo muitas vezes numa velocidade difícil de acompanhar.

Para esses o caminho, além de escolherem se especializarem em carreiras relacionadas à tecnologia, é o de fortalecer suas habilidades humanas e que somente os humanos desempenham como liderança, criação, julgamento, empatia.

O Fórum Econômico Mundial alerta da possibilidade de que 65% dos alunos nas escolas fundamentais de hoje trabalharão em funções que ainda não existem. E a pergunta que fica é como preparar essa nova geração para esse futuro.

Certamente a educação é a chave para isso. Uma educação que valorize tecnologia e capacidades humanas conjuntamente.

Infelizmente nosso país possui uma educação, de forma geral, falha e que não está organizada visando nem as necessidades atuais do mercado de trabalho, nem esse futuro (bem) próximo.

Se faz mais do que necessário realizar significativas mudanças educacionais. Rever currículos, formatos, formação de professores entre outros quesitos.

É preciso compreender que as mudanças nesse sentido estão acontecendo e se tornando cada vez mais presentes e palpáveis.

Diante deste cenário, é preciso que os humanos, os que já trabalham e os que ainda trabalharão, se reciclem, se reinventem e se preparem. Aprender temas que as máquinas não podem substituir certamente é a chave da questão.

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